terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Até que enfim lembrei minha senha!

Estive ausente por muitos dias, acho que muitos meses, não? Isso decorreu em razão do fato de que esqueci da minha senha antiga; idiotice minha, confesso. Agora retornarei às minhas atividades de manutenção deste blog normalmente. Muita coisa mudou, preciso falar de tudo... Vou fazer um texto hoje. Beijos !

:: Esdras ::

quarta-feira, 2 de abril de 2008

"Esquecimento total e parcial: inércia ou fuga da 'dor' ?"

Eu tento esconder e me limitar às sombras da minha personalidade. Mas a luz que, por tempo determinado, existe em meu olhar, descortina todo e qualquer tipo de pensamento "oculto". A vida passou pela minha frente, e mais uma vez, fiquei parado, olhando-a, percebendo-a, deixando-a tomar o rumo certo... Mas acabou. Agora as decisões referentes à minha própria vida, ironicamente, serão tomadas por quem realmente deveria exercer tal fato: eu próprio.

É claro que o ser humano possui, ainda, uma dimensão sentimental. E é claro que esta dimensão, muitas vezes, traz malefícios incalculáveis para o metafórico "coração". Estas duas afirmações fazem parte da realidade daquele que voz fala...

Andei pelas mais frias ruas; pairei sobre minha própria consciência; tentei fugir de meus próprios sentimentos. Tentei me controlar, lendo livros que me levavam para outras dimensões, mas percebi que se tratavam de dimensões de outro ser humano, indubitavelmente fraco e sentimental. Então, parei com as atividades, e retornei ao meu mundinho.

Escolha questionável, pois, tratando-se de sentimentos, é bem melhor viver a vida dos outros que a minha. É bem melhor deixar-me sob o afluxo de sentimentos alheios do que encarar a triste realidade de existir sem correspondência dos próprios sentimentos.

De cabeça erguida vou. Sigo, abrindo novas janelas, deixando que os delírios - citados no texto anterior - superem minhas escolhas. Mas nunca, paradoxalmente, superem minhas razões e paradigmas morais.

É claro que a noite o sol "some", mas, tenho certeza, "o sol vai voltar amanhã", e torço para que este "amanhã" seja breve, e com ele venha novamente dias calmos, de esquecimento total ou parcial do lado sentimental, lado que, certas horas, desejaria não possuir.

terça-feira, 1 de abril de 2008

"De repente, novamente, nostalgia".


E novamente aqui estou, citando a nostalgia, como sentimento que me acomete no momento. Procurei inúmeras formas de distrair-me, cheguei a fazer coisas que antes criticava e/ou odiava; pois venho aqui dizer que a mente humana é limitada, e em certos momentos, a busca por um momento, que preferimos chamar de “momento de prazer”, nos leva a delírios que se transpõem para nossas ações... Mas não me arrependo daquilo que fiz, pois o faria de novo, pois o pior arrependimento, é o de não fazer.

O poeta cria textos com a finalidade de que estes sejam vistos. Ou não. Eu simplesmente os crio em direção das sombras. Os crio numa sala vazia, escura, monótona, e pouco importa a percepção dos outros acerca das minhas palavras... Juízos de valor alheios não me dizem respeito, e eu não sou poeta. Ou sou?


Novamente retorno à nostalgia. Parece que nunca, seja aqui ou em qualquer outro lugar, meu ser, em toda sua complexidade, encontrará tanta paz como a que um dia provei: a da minha casa. O ser humano é fraco. Mas fraqueza não no sentido negativo, se é que podemos inferir um outro sentido ao vocábulo. É fraco por possuir laços que unem as pessoas, por mais distantes que elas estejam. É a união de dois namorados “à distância”; é a união de dois amigos de infância que se separaram; é a união de uma mãe, cujo filho fora para o outro lado do mundo... É a união, que foge das minhas palavras, que me liga à minha família.

E foram tantas noites pensando neles. E foram tantas noites pensando em como seria difícil viver distante deles (faço faculdade em outra cidade)... E foram tantas noites revivendo o que vivi com eles.

O ser humano é fraco. Repito, não negativamente. Repito a ligação entre dois ou mais seres humanos. E, quanto a esta fraqueza: limitar-me-ei a deixá-la possuir-me por completo... Limitar-me-ei a amá-los a cada dia mais. E a única certeza que tenho nesta vida é a de que eles são, e sempre serão, os seres que mais me amam, e por tanto, merecem o recíproco.


* saudades da família *


sexta-feira, 28 de março de 2008

Vou errando enquanto o tempo me deixar ...

"Nada sei dessa vida, vivo sem saber...", "Que lugar me pertence (...)?", "Sou errado, sou errante, sempre na estrada, sempre distante. Vou errando enquanto o tempo me deixar (...)".

O caótico de nossa mente, que nos direciona, muitas vezes, à imensos mares negros de pensamentos sem nexo, tristezas oriundas de sentimentos passados, vaziez e decepção com relação à vida, me aflinge neste momento. Exercito a paciência, a medida que me digo que sou o ser mais feliz do mundo, que as coisas não podem piorar. Todavia, o que o momento me promete, é a nostalgia momentânea: relembro-me de quando tinha 9 anos, e me dizia que nunca iria sentir-me mal com nada, que nada poderia aflingir-me; não tinha preocupações e nem utopias. O quão bons foram estes tempos... No entanto, fazem parte do passado, e, novamente, fazendo citação de partes de textos que amo, "O passado é o que foi. A flor que murchou, o sol que apagou, o cadáver que apodreceu (...)".
Retorno à terra. Retorno aos meus 17 anos. Olho-me no espelho, e percebo nitidamente a diferença, não na dimensão somática, e sim na emocional. A concretização de desejos que possuo, torna-se um tanto quanto difícil. Difícil não é o trajeto, mas sim, continuar a seguí-lo. São noites e noites sem dormir, festas adiadas e canceladas, reuniões entre amigos canceladas... Torno-me até um pouco chato e insuportável. Às vezes eu é quem não me suporto... E às vezes penso se isso vale, realmente, à pena... Sim, vale sim! Persistirei, e algum dia, tenho certeza, o destinho baterá feliz na minha porta, e me direcionará aos meus verdadeiros caminhos, caminhos que me farão sentir-me bem, ou pelo menos, um pouco melhor do que já sou.

* construindo mais textos *

:~ ezdraaaz ~. :*